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Tenha responsabilidade, seja responsável por seus atos, aja com responsabilidade...
O ser humano, por sua natureza e característica racional, deve, precisa, necessita ser responsável, começando por cumprir o que se encontra estabelecido na legislação de seu país, bem como dos demais, pois esta é uma condição recíproca em relação às pessoas que vão de um para outro país e mesmo porque existem leis internacionais, comuns a todos os povos civilizados. As Cartas Magnas de cada país devem ser respeitadas em suas determinações (letras, objetivos e espíritos). Porém, essencialmente no que diz respeito aos direitos universos do cidadão.
Nesta mesma linha de responsabilidade social e do cidadão, fica clara a necessidade e a importância de serem respeitados também os valores, as tradições, as crenças as culturas de povos e grupos organizados em qualquer parte do planeta.
O terno responsabilidade social tem sua origem e desenvolvimento ao longo do século XX, em especial em sua segunda metade, tendo influência ideológica com a concorrência entre socialismo soviético e capitalismo norte-americano, que travaram “guerra fria”, tentando provar qual seria a linha ideológica mais favorável à humanidade. O capitalismo criou uma vertente denominada neo-capitalismo que acabou se transformando em Social Democracia. O socialismo soviético não suportou as transformações das últimas décadas do século e ruiu.
A nova ordem econômica, política e cultural mundial passou a ser influenciada pelo neo-liberalismo e a social democracia, com resistências de alguns saudosistas extremos da esquerda e da direita que não conseguiram vislumbrar a história evolutiva da humanidade desde os seus primórdios. Por isso contestam o estágio atual da civilização. Jogam a responsabilidade dos fracassos atuais, na globalização, como se ela não fosse conseqüência natural da evolução tecnológica e dos meios de comunicação que transformaram o mundo na “aldeia global” de McLuhan.
Nesta primeira década do século XXI, o neo-liberalismo e a social democracia convergem e divergem em pontos importantes que espelham a responsabilidade social na sua forma de maior amplitude. De um lado o neo-liberalismo tem como filosofia básica com relação às questões sociais a pregação de que o correto é “a oferta de igualdade de oportunidades para todos os cidadãos”, preparando-o através de uma educação de seu tempo, com previsões no que refere às transformações sócio-econômicas e políticas, proporcionando-lhes a real condição de cidadão através da “promoção humana”. De outro lado a social democracia ainda com alguns ranços autoritários com regimes socialistas do século XX, acredita que a solução dos problemas sociais continua sendo o assistencialismo paternalista e não raro eleitoreiro.
Destas duas vertentes ideológicas ou filosóficas (para se ser mais prático), surge exigência da responsabilidade social empresarial. Chega-se a uma conclusão de que se dando oportunidade de desenvolvimento (inclusão social) ao trabalhador, às classes excluídas dos mercados de trabalho atuais, tem-se justiça social e qualidade de vida.
A empresas sem empenham em criar suas próprias organizações internas envolvendo os funcionários e familiares. Ou então assumir parte de custos de instituições públicas ou particulares estas últimas identificadas como do Terceiro Setor, as conhecidas ONGs (Organizações
Não Governamentais). Todas com objetivos de minimizar as dificuldades sócio-econômicas daqueles que mais precisam, não com assistência social, mas com promoção humana.
Uma demonstração da responsabilidade social praticada no mercado internacional há alguns anos e que se torna cada vez mis intensa, encontra –se na produção para exportação. As nações importadoras dos países desenvolvidos estabelecem normas rígidas para os produtos comprados das nações emergentes ou subdesenvolvidas: que não cumprir um rígido elenco de exigências referentes à responsabilidade social e ambiental, tais como: educação e saúde dos familiares dos colaboradores e toda a legislação ambiental do país, não terá seus produtos comprados, sejam eles agropecuários ou industriais.